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 Campanha Submarina Alemã nas Costas Brasileiras

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MensagemAssunto: Campanha Submarina Alemã nas Costas Brasileiras   Sab Abr 17, 2010 2:03 pm


Foto de um submarino alemão, que se julga ser o U-507,
sob ataque de um PBY5-A da VP83.



Em 15 de junho de 1942, Adolph Hitler, em reunião com o Almirante Reader, decidiu desencadear uma ofensiva submarina contra a navegação marítima nas costas brasileiras. Para esta missão foi destacada uma flotilha de submarinos sendo 8 de 500 toneladas e 2 de 700 toneladas. Partindo da costa da França ocupada, essa fIotilha foi reabastecida já próximo à nossa costa pelo submarino-tanque U-460, e foi responsavel pelo afundamento entre 22 de março de 1941 e 23 de outubro de 1943, de 32 navios mercantes nas costas brasileiras, eles transportavam 1.734 pessoas entre passageiros e tripulantes que eram, respectivamente, em número de 502 passageiros e 470 tripulantes. Foram eles os: Taubaté, em 22 de março de 1941; o Cabedelo, desaparecido no Triângulo das Bermudas com 54 homens com presunção de torpedeamento, mistério que até hoje permanece. O Buarque foi torpedeado em 16 fevereiro de 1942, próximo ao Cabo Hateras, salvando-se toda a tripulação e morrendo um passageiro do coração; Olinda, torpedeado ao largo da Virgínia-EUA, em 18 de fevereiro de 1942, salvando-se toda a tripulação de 46 homens; Arabutã, torpedeado em 7 de março de 1942, próximo ao Cabo Hateras, salvando-se a tripulação de 47 homens e os passageiros em número de quatro, sendo um deles náufrago do Buarque, morrendo com a explosão o enfermeiro do navio; Cairu, torpedeado em 8 de março de 1942, com dois torpedos que o partiram ao meio e próximo a Nova York, tendo morrido 47 tripulantes e seis passageiros, além de perdida a estratégica carga de cristal de rocha, essencial às comunicações de rádio aliadas; Parnaíba, torpedeado em 1º de março de 1942, próximo a Trinidad, morrendo sete dos 72 tripulantes, incluindo quatro marinheiros de guerra que guarneciam seu canhão; Comandante Lyra, torpedeado em 18 de março, ao largo do Ceará, por um submarino italiano que inaugurou os torpedeamentos no litoral do Brasil, matando dois de seus 52 tripulantes, dos quais quatro marinheiros de guerra que guarneciam seu canhão; Gonçalves Dias, torpedeado em 24 de março de 1942, ao sul do Haiti, morrendo seis tripulantes dos 52, dos quais quatro marinheiros de guerra que guarneciam seu canhão; Alegrete, torpedeado desarmado em 1º de junho de 1942, próximo à Ilha Santa Lúcia, salvando-se toda a tripulação de 64 homens; Pedrinhas, torpedeado em 26 de junho de 1942, próximo da Lat. 23N – Long. 62W, salvando-se seus 48 tripulantes; Tamandaré, torpedeado em 26 de julho de 1942, a caminho de Trinidad, próximo a Tobago, tendo morrido quatro de seus 100 tripulantes; Barbacena, torpedeado em 28 de julho de 1942, nas Antilhas, com dois torpedos, tendo morrido os três marinheiros de guerra que guarneciam o canhão e mais três de uma guarnição de 61 homens; Piave, torpedeado desarmado em 28 de julho de 1942, nas Antilhas, morrendo só o comandante dos 35 tripulantes e foi o último a sê-lo com o Brasil formalmente neutro. Com a atitude do Brasil francamente favorável à causa aliada, Hitler determinou que o submarino U-507 atacasse a cabotagem do Brasil. Deste modo ele afundou os: Baependi, torpedeado em 15 de agosto de 1942, no litoral baiano, que transportava 306 pessoas, das quais 233 passageiros, morrendo ou desaparecendo 270 pessoas, entre elas integrantes do 7º Grupo de Artilharia de Dorso; Araranguá, torpedeado na mesma data e rota com dois torpedos, morrendo ou desaparecendo 131 dos 142 tripulantes e passageiros, incluindo o comandante e imediato; Anibal Benévolo, torpedeado em 16 de agosto de 1942, no litoral baiano, morrendo 150 das 154 pessoas, salvando-se só quatro tripulantes e entre eles o comandante; Itagiba, torpedeado em 17 de agosto de 1942, ao sul de Salvador, morrendo 36 pessoas do total de 181, entre as quais integrantes do citado Grupo de Artilharia, que se dirigia para Olinda; Arará, torpedeado no mesmo dia, ao sul de Salvador, morrendo 20 de seus 35 tripulantes; e Jacira, torpedeado em 19 de agosto de 1942, ao sul de Salvador, salvando-se os seus seis tripulantes. Estes afundamentos trágicos e quase concomitantes, levados a efeito pelo submarino U-507, provocaram grande revolta popular, levando o Brasil a reconhecer o estado de beligerância do Eixo contra ele, em 22 de agosto de 1942, data de sua entrada na guerra na causa aliada. Pois eles haviam de forma traiçoeira provocado 602 mortes de brasileiros, sem distinção de sexo e idade. A partir deste momento o Eixo afundou por torpedeamento mais os seguintes mercantes: o Osório e o Lages, torpedeados em 27 de setembro de 1942, próximo da foz do Amazonas, quando comboiados por navios de guerra dos EUA, tendo morrido cinco homens dos 39 do Osório e três dos 49 do Lages; Antonico, torpedeado em 28 de setembro de 1942, na costa da Guiana Francesa, tendo sido metralhados os seus tripulantes nas baleeiras, quando inermes, ferindo muitos e matando 16 dos 40 tripulantes, comandando o massacre o comandante do submarino U-516, o cap. Gerard Wieb e executando a tarefa covarde o artilheiro ten. Markle; Porto Alegre, torpedeado em 3 de novembro de 1942, na região do Cabo da Boa Esperança, na África, morrendo um dos 47 tripulantes; Apalóide, torpedeado em 22 de novembro de 1942, as Antilhas, morrendo cinco de seus tripulantes, tendo sido antes apreendido na Dinamarca; Brasilóide, torpedeado em 18 de fevereiro de 1943, ao norte de Salvador, salvando-se seus 46 tripulantes; Afonso Pena, torpedeado em 2 de março de 1943, ao sul de Salvador, após abandonar indevidamente o comboio, morrendo 125 dos seus 242 ocupantes; Tutóia, torpedeado em 30 de junho de 1943, na altura de Santos, morrendo sete de seus 37 tripulantes; Pelotaslóide, torpedeado desarmado em 4 de julho de 1943, em missão para os EUA, que o afretara, e ao sul de Belém, tendo morrido cinco de seus 42 tripulantes; Bagé, torpedeado em 31 de julho de 1943, próximo de Aracajú, morrendo 28 dos seus 134 ocupantes; Itapagé, torpedeado em 26 de setembro de 1943, ao sul de Maceió, tendo morrido 26 dos seus 106 ocupantes; e Campos, torpedeado em 23 de outubro de 1943, entre Ubatuba e Santos, morrendo 14 de seus 106 ocupantes, sendo que alguns em acidentes com duas baleeiras atingidas pelas hélices do navio deixadas em funcionamento. No litoral brasileiro foram afundados de 1942-45 39 mercantes estrangeiros, além de três ao largo, num total de 42, dos quais 12 com escolta ou em comboio e 30 navegando isolados ou escoteiros. O afundamento do Birminghan/City trouxe expressiva perda para o Brasil, por trazer equipamentos para navios brasileiros de guerra em construção no Arsenal de Marinha e para equipar nossas bases navais. O Eagle, o Thompson, o Lykes e o S. B. Hunt conseguiram permanecer navegando. Assim, em 1943, foram torpedeado os City of Cairo, Teesbank, Empire Hank, Ripley, Omblitins, Alcoa Rambler, Star of Suez, East Wales, Observer, Oak-bank e Queen City que viajavam isolados. Em 1943 foram torpedeados os Baron Dechomont, Climassen, Bragaland, Yorkwood, Birminghan City, Broad Ayrow, Minotaur, Fitz John Porter, Stang, Hound, Mariso, Indentua, Adelfotis, Eagle, Venezia, Vernon City, Fort Chilcotin, Washburne, African Star, Harmonic, Richard Caswell, William Boyce, James Robertson, Thomas Simichson, Thompson Lykes, S. B. Hunt, Elihu B e o Fort Hallket. Em 1944-45 foram torpedeados o William Gaston, além de ao largo o Nebraska, Anadey, Janeta e Buron Jedbeugh. O sistema de comboios estabelecido pela 4ª Esquadra Americana, a qual a Força Naval do Nordeste da Marinha do Brasil integrava, diminuiu expressivamente os torpedeamentos no litoral do Brasil, em que pese a ação intensa dos submarinos alemães. A maior intensidade dos torpedeamentos tiveram lugar no litoral do Nordeste, especialmente entre o Recife e Salvador e até dezembro de 1943. A maioria dos comandantes de submarinos alemães não abandonaram os preceitos de dignidade humana. Combatiam com tenacidade e não ultrapassavam os limites com náufragos inermes, que em alguns casos socorreram com víveres. Mas existiu uma exceção, o submarino U-516 ao comando do capitão Gerard Wiebe que ordenou o massacre ao artilheiro ten. Markle que metralhou os náufragos do mercante brasileiro Antonico. O Brasil tentou processá-los como criminosos de guerra, sem êxito. Por longos anos existiu versão que o torpedeamento de mercantes brasileiros, que determinou a entrada do Brasil na guerra, foi feito por submarinos americanos. Diversos historiadores têm encontrado a resposta negativa na Alemanha, onde consta o registro dos afundamentos por seus submarinos, de mercantes brasileiros, com respectivos nomes, posição e circunstâncias, no Diário do Comando Alemão dos Submarinos (Kriegsstagebah – B. d. u) consultado pelo alte. Arthur Oscar Saldanha da Gama, ex-combatente da FNN e historiador naval do Brasil.
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